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Acontece no CASAFORTE

Aula de Língua Portuguesa sobre “COESÃO e COERÊNCIA no ato de escrever”, ministrada pela professora Betânia Ferreira.

10/06/2021 às 08:15h

Um momento bem especial na aula de Português do Sétimo Ano do Colégio CASAFORTE: a professora Betânia Ferreira abriu um espaço para conversar com os estudantes sobre "COESÃO e COERÊNCIA no ATO de ESCREVER". Foram vistos, de maneira prática e bem objetiva, alguns pontos bem especiais da estrutura da Língua que valorizam a lógica, a inteligibilidade do texto.

 

Comentamos que a COESÃO é de inteira responsabilidade de quem escreve, ou seja, é de responsabilidade do AUTOR. É ele – o emissor do texto escrito - quem escolhe, quem seleciona os recursos linguístico-gramaticais (recursos coesivos) que contribuem para dar qualidade ao texto. Dentre esses recursos, destacam-se os sinais de pontuação, os pronomes (todos), as conjunções, as preposições e outros tantos elementos de coesão que nos ajudam a organizar as ideias, como se estivéssemos tecendo uma malha muito bem estruturada. 

 

Ressaltamos também que é o LEITOR quem nota, quem observa se há COERÊNCIA, ou seja, se o texto é lógico, coerente, inteligível. Assim, quando o autor não opta por usar bem, no processo de produção textual, os recursos linguístico-gramaticais, o resultado é a incoerência, é a falta de inteligibilidade, conforme acontece nos exemplos:

 

  1. Matar não é crime.” 

- Faltou a vírgula: “Matar não, é crime.”

 

  1. Maria toma banho porque sua mãe disse ela pega a toalha.”

- A estrutura não está bem pontuada, interferindo, inclusive, no sentido da palavra “sua”. Pelo contexto, ela não se classifica como pronome possessivo, mas, sim, como verbo “suar” flexionado na terceira pessoa do singular do presente do indicativo.  

                Ajustando: Maria toma banho porque sua. Mãe, disse ela, pega a toalha!

 

  1. Um fazendeiro tinha um bezerro e a mãe do fazendeiro era também o pai do bezerro.”

- Há incoerência: como pode a mãe do fazendeiro ser também o pai do bezerro?”. A deficiência na pontuação mais uma vez interfere no contexto, e as ideias fogem à lógica, tornando a mensagem incoerente. 

Ajustando:

- “Um fazendeiro tinha um bezerro e a mãe, do fazendeiro era também o pai do bezerro.” ou

- “Um fazendeiro tinha um bezerro e a mãe; do fazendeiro era também o pai do bezerro.”

 

É bom ter cuidado ao fazer registros escritos em qualquer tipo de texto ou em qualquer gênero textual, inclusive nas redes sociais. Afinal, o fazendeiro tinha a “família bovina”: o bezerro, a vaca e o touro. A mãe dele não estava nessa história. 

 

Por fim, para Ananda Santos, professora de Língua Portuguesa do Colégio CASAFORTE, que presenciou a aula, “A didática utilizada pela professora Betânia é única e cativa a todos. A linguagem utilizada é simples, sendo facilmente compreendida pelos estudantes. Inclusive, o feedback deles foi muito positivo! Todos gostaram bastante da aula, e pude ver isso na participação ativa de cada um. E, para mim, particularmente, a experiência da professora Betânia me inspira tanto no âmbito profissional, quanto no pessoal.” 

 

Setor de Comunicação e Marketing

Imagem: Amanda Carvalho

 

 

 

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